Há um ano atrás ela era uma menina. Uma menininha que tinha entrado na faculdade de Jornalismo se sentindo super herói. Uma menininha que não sabia que rumo ia dar na sua profissão e que não tinha um currículo. Exatamente o que você leu. Não tinha currículo porque nunca tinha trabalhado na vida (papai nunca deixou).
A coisa mais engraçada foi tentar redigir um currículo. Ela começou tudo errado. Daí colocou seu Ensino Médio, e depois sua faculdade, que estava cursando o segundo semestre. E disparou aquele “projeto” de currículo pelo Comunique-se. Talvez o mais irônico fosse ter esperança de que alguma empresa ia chamá-la.
E então surgiu um lugar, um lugar no coraçãozinho do Itaim, pertinho ali do Burger King, sabe? E esse lugar chamou a menininha pra uma entrevista e perguntou o que ela já tinha feito na vida… quase deu risada da entrevistadora, mas segurou e disse que nunca tinha trabalhado na vida e que se ela a contratasse, ia ter que ter muita paciência pra ensinar o trabalho pra ela. A entrevista não durou meia hora e ela entrou no elevador ligando pra mãe dizendo: ei mãe, acho que não deu não…
Foi numa terça feira a tarde quando a empresa ligou perguntando quando ela teria disponibilidade de trabalhar. A menininha se segurou e responde entre dentes que quinta estava bom. Foi pro inglês transferir seu curso e na quinta feira iniciou no seu primeiro estágio-emprego.
Conheceu uma menina chamada Carol, que de início achou que ela fosse mais uma mestiça daquelas nerds… mas graças a Deus se enganou. Um tanto quanto durona sim, mas nada que muito carinho não rompesse as barreiras e uma GRANDE amizade não tivesse nascido. É sim, uma grande amizade, daquelas que faz a amiga virar madrinha de casamento, madrinha dos filhos e amiga pra ir em casa no final de semana.
Enfim, seu estágio não era tirar xerox de nada. Era assessoria de imprensa das pesadas mesmo. Ralou muito o joelho, deu muita mancada até aprender direito o serviço (até hoje sai uns x´s errados aí, mas a gente releva…). Toda vez que erra morria de medo de ser demitida, mas sua chefe sempre teve a paciência que ela pediu lá no começo. Sempre sentou do lado e disse: “Filhina, não é bem assim que são as coisas…” e com toda a calma ensinava. Dava uns pipocos de vez em quando, mas a verdade é que a menina errava umas coisas óbvias de vez em quando e por isso, levava umas broncas mesmo. Teve até uma situação na primeira semana onde ela chegou com pressa porque tinha almoçado em casa. A primeira coisa que sua chefe perguntou: “Já almoçou? Porque se não, tem que ir comer alguma coisa”, a chefe era perfeita, FATO.
A menininha uma vez teve sérios problemas em casa e chegou chorando no estágio… a chefe a chamou lá pra dentro e perguntou o que aconteceu… aí sim ela desabou e contou tudo pra ela. A chefe então deu o maior apoio moral, conversou por horas a fio sobre o assunto e se colocou a disposição pra qualquer coisa. Aí sim isso impressionou a menininha. Sempre ouviu seu pai dizendo que chefe não tá nem aí pro seu estado de espírito, mas a dela estava. E muito. Ela sempre se preocupou no bem estar da menininha.
Hoje a menininha está fazendo 11 meses de estágio onde ela trabalha. Hoje ela já não é mais tão menininha assim. Hoje ela está saindo desse estágio uma mulher, preparada pro que der e vier porque ela teve uma chefe que foi amiga, professora e mãe. Teve também uma colega de trabalho que foi sua superior enquanto a chefe esteve de licença, se tornou uma de suas melhores amigas e confidentes porque como ela mesmo disse, “nós convivemos mais uma com a outra do que com nossa própria família”. Teve também a auxiliar administrativa que basicamente fazia de tudo um pouco: desde pagar as contas até mandar a menininha ir almoçar senão ela ia passar mal. Hoje ela está saindo dessa assessoria pra finalmente se tornar uma jornalista enfurnada numa redação grande. Hoje ela sai sim muito feliz, até porque é o que ela sempre quis, mas sai daqui triste pelo fato da convivência com as pessoas se tornar algo mais raro. Ela nunca esperava que ia fazer tão boas amigas lá. A mãe dela disse: “o primeiro a gente nunca esquece.”
Enfim, a menininha que hoje se tornou uma pessoa adulta sou eu. E quero muito agradecer a essas pessoas que estiveram comigo porque sou muito grata por todo o aprendizado profissional e de vida também. Bibiana, Carol, Cida… fora os clichês corriqueiros, vocês moram no meu coração pra sempre. Quero muito que o carinho que sinto por vocês perdure pro resto da vida e que nosso contato também! Obrigada por tudo, gente. Vocês são demais!!!
Escrito por Tanise Mondejar 
Escrito por Tanise Mondejar
Escrito por Tanise Mondejar 



Sim, sim! Fume para você. Nada mais sensato do que o governador Serra sancionar a lei antifumo em São Paulo. A lei, que entra em vigor em agosto, proíbe o ato de fumar dentro de ambientes fechados, hospitais, bares e vários outros lugares que pessoas que nao tem esse péssimo vício são sujeitas a tolerar. Agora, só se pode fumar dentro de casa e ao ar livre. E em terreiros também…