Ciclos

Outubro 9, 2009

Há um ano atrás ela era uma menina. Uma menininha que tinha entrado na faculdade de Jornalismo se sentindo super herói. Uma menininha que não sabia que rumo ia dar na sua profissão e que não tinha um currículo. Exatamente o que você leu. Não tinha currículo porque nunca tinha trabalhado na vida (papai nunca deixou).

A coisa mais engraçada foi tentar redigir um currículo. Ela começou tudo errado. Daí colocou seu Ensino Médio, e depois sua faculdade, que estava cursando o segundo semestre. E disparou aquele “projeto” de currículo pelo Comunique-se. Talvez o mais irônico fosse ter esperança de que alguma empresa ia chamá-la.

E então surgiu um lugar, um lugar no coraçãozinho do Itaim, pertinho ali do Burger King, sabe? E esse lugar chamou a menininha pra uma entrevista e perguntou o que ela já tinha feito na vida… quase deu risada da entrevistadora, mas segurou e disse que nunca tinha trabalhado na vida e que se ela a contratasse, ia ter que ter muita paciência pra ensinar o trabalho pra ela. A entrevista não durou meia hora e ela entrou no elevador ligando pra mãe dizendo: ei mãe, acho que não deu não…

Foi numa terça feira a tarde quando a empresa ligou perguntando quando ela teria disponibilidade de trabalhar. A menininha se segurou e responde entre dentes que quinta estava bom. Foi pro inglês transferir seu curso e na quinta feira iniciou no seu primeiro estágio-emprego.

Conheceu uma menina chamada Carol, que de início achou que ela fosse mais uma mestiça daquelas nerds… mas graças a Deus se enganou. Um tanto quanto durona sim, mas nada que muito carinho não rompesse as barreiras e uma GRANDE amizade não tivesse nascido. É sim, uma grande amizade, daquelas que faz a amiga virar madrinha de casamento, madrinha dos filhos e amiga pra ir em casa no final de semana.

Enfim, seu estágio não era tirar xerox de nada. Era assessoria de imprensa das pesadas mesmo. Ralou muito o joelho, deu muita mancada até aprender direito o serviço (até hoje sai uns x´s errados aí, mas a gente releva…). Toda vez que erra morria de medo de ser demitida, mas sua chefe sempre teve a paciência que ela pediu lá no começo. Sempre sentou do lado e disse: “Filhina, não é bem assim que são as coisas…” e com toda a calma ensinava. Dava uns pipocos de vez em quando, mas a verdade é que a menina errava umas coisas óbvias de vez em quando e por isso, levava umas broncas mesmo. Teve até uma situação na primeira semana onde ela chegou com pressa porque tinha almoçado em casa. A primeira coisa que sua chefe perguntou: “Já almoçou? Porque se não, tem que ir comer alguma coisa”, a chefe era perfeita, FATO.

A menininha uma vez teve sérios problemas em casa e chegou chorando no estágio… a chefe a chamou lá pra dentro e perguntou o que aconteceu… aí sim ela desabou e contou tudo pra ela. A chefe então deu o maior apoio moral, conversou por horas a fio sobre o assunto e se colocou a disposição pra qualquer coisa. Aí sim isso impressionou a menininha. Sempre ouviu seu pai dizendo que chefe não tá nem aí pro seu estado de espírito, mas a dela estava. E muito. Ela sempre se preocupou no bem estar da menininha.

Hoje a menininha está fazendo 11 meses de estágio onde ela trabalha. Hoje ela já não é mais tão menininha assim. Hoje ela está saindo desse estágio uma mulher, preparada pro que der e vier porque ela teve uma chefe que foi amiga, professora e mãe. Teve também uma colega de trabalho que foi sua superior enquanto a chefe esteve de licença, se tornou uma de suas melhores amigas e confidentes porque como ela mesmo disse, “nós convivemos mais uma com a outra do que com nossa própria família”. Teve também a auxiliar administrativa que basicamente fazia de tudo um pouco: desde pagar as contas até mandar a menininha ir almoçar senão ela ia passar mal. Hoje ela está saindo dessa assessoria pra finalmente se tornar uma jornalista enfurnada numa redação grande. Hoje ela sai sim muito feliz, até porque é o que ela sempre quis, mas sai daqui triste pelo fato da convivência com as pessoas se tornar algo mais raro. Ela nunca esperava que ia fazer tão boas amigas lá. A mãe dela disse: “o primeiro a gente nunca esquece.”

Enfim, a menininha que hoje se tornou uma pessoa adulta sou eu. E quero muito agradecer a essas pessoas que estiveram comigo porque sou muito grata por todo o aprendizado profissional e de vida também. Bibiana, Carol, Cida… fora os clichês corriqueiros, vocês moram no meu coração pra sempre.  Quero muito que o carinho que sinto por vocês perdure pro resto da vida e que nosso contato também! Obrigada por tudo, gente. Vocês são demais!!!


Bizaaaaaarro!

Setembro 25, 2009

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Pelo amor de Deus, alguém me explica esse cara? Não, porque não é possível o ponto que ele chegou pra aparecer…

Olha, eu gostava muito dele quando eu tinha 14 anos… era apaixonada por Felipe Dylon e até hoje de vez em quando as musiquinhas vem na minha cabeça. Mas não dá, cara! Ele tá MUITO ridículo com esse mega hair rasta que pra mim, filha de cabeleireira, é uma puta novidade!

O Felipe Dylon começou no Caldeirão do Huck pequenininho cantado Deixa Disso… nem preciso dizer que as menininhas adoravam, choravam. Eu mesmo queria ser aquela menina do clipe. Enfim, especulam que ele sumiu porque foi querer dar uma de gostoso pra cima do Faustão e não colou. Agora ele me aparece assim, bizarro.. eu, ein! Me erra!


Post Aleatório

Setembro 16, 2009

Hoje eu estava pensando que o Twitter toma tanto do meu tempo que acabo ficando sem escrever aqui. Minhas opiniões, ainda que não lidas, foram esquecidas aqui e troquei isso por ideias, desabafos e pensamentos rápidos no Twitter. Me dei conta de que sou mais inteligente do que posso demonstrar em 140 caracteres. Sou provida de opinião, sensibilidade, inteligência e técnica. O Twitter compacta tudo isso em uma frase e não me deixa falar a beça. Aqui não. Aqui posso ficar falando, falando e falando sem parar, como uma matraca. Posso falar de política, economia, comportamento decoração, cidades, posso falar de tudo!! Posso falar do meu estágio e como é legal trabalhar aqui.  Posso falar de tudo! Liberdade de caracteres é maravilhoso! Rs! Obrigada Deus, por me fazer falante, agora posso me expressar de novo por aqui!


Eu não queria comentar, mas…

Junho 17, 2009

Acho extremamente uma falta do que fazer esse julgamento que poe em questão da obrigatoriedade do diploma. Essa é uma questão que vem sendo discutida há tempos e agora resolveu-se entrar em julgamento. Bem… minha opinião é a mesma que postei no Comunique-se:

Não vejo a obrigatoriedade do diploma como uma restrição a liberdade de imprensa. Estão aí os blogs, twitters, orkuts, youtubes e tantos outros canais de comunicação abertos a qualquer indivíduo de qualquer camada social para provar que a liberdade de expressão no Brasil é de fato presente no nosso cotidiano.

A obrigatoriedade do diploma se atém a questão do exercício da profissão de jornalista. Para ser gari é necessário ter o segundo grau completo, para ser médico é necessário ter o diploma, para ser advogado é necessário não só ser graduado como também ter passado no exame da OAB. Por que com Jornalismo deveria ser diferente? Engana-se aquele que alega que não existe conhecimento técnico para elaborar uma notícia pois a língua portuguesa é estudada com afinco seja na sua ortografia, como na sua gramática e para cada tipo de veículo é exigido uma estrutura de texto diferente. Esse é um tipo de questão que está sendo mal interpretado por muitos. Diploma nada tem a ver com liberdade de expressão.

Sem o diploma vira bagunça. Nenhum profissional terá estabilidade, as universidades terão grandes evasões e a imprensa perderá sua qualidade de uma maneira geral. Eu pelo menos, já vejo erros crassos de português em sites como G1, UOL, além dos erros de informações que às vezes não são apuradas de maneira correta e vemos “mortos ressucitarem”, avião caindo numa fábrica de colchões e depois voltando pro ar. Imagina quando não for um jornalista escrevendo…

 

prontofalei.


Saudade boa…

Maio 24, 2009

OgAAAHQEsS7HsUu5hm6fyf4d7GGWybNGW87NBWN5dX0j1wO6QkAGcSjwXkjyUIjnft8x3qDAoh_KRk36TO6_xoEPm-8Am1T1UNRzLqcJvCE3tO067K57jcbUK-Q6Hoje não tenho uma matéria fria pra opinar. Quero falar o quanto eu sinto falta de um lugar especial… um lugar onde passei dez anos da minha vida aprendendo, rindo muito, chorando muito e dançando muito no intervalo. Meu colégio.
Hoje entrei lá, imagine só, pra pedir uma entrevista com uma professora de Biologia com quem tive aula desde a sétima série. Primeiro, entrei na sala onde eu entrava quase todos os dias chorando pelas dificuldades que enfrentei na época… hoje, por incrível que pareça, entrei lá sorrindo e contando alegremente como tem sido minha vida de universitária. Pra você ver como tuda muda. Exemplo de mudanças foram as amizades também.Comecei no colégio com sete, oito anos com uma amizade que durou até o primeiro colegial. Brigamos até hoje não sei por quê, não nos falamos até hoje não sei por quê. Depois no terceiro ano até o fim do cursinho tive uma amizade enorme também. Teve data pra acabar: meu aniversário. Motivo? Até agora estou esperando dela saber… O fato é que essas coisas foram muito doloridas no momento que aconteceram, mas quando aconteceram, abriram novos espaços pra que eu conhecesse outras pessoas que me acompanham até hoje e são amigas de todos os anos irem nos aniversários, cantarem as mesmas músicas e rir das mesmas besteiras. E a tristeza por eu ter perdidos essas duas pessoas transformou-se na mais rica experiência que eu poderia ter. Lembro-me dessas coisas e não sinto o menor vestígio da dor enorme que sentia. Não vale o sentimento.
Mas falando de coisa boa: vi meu queridíssimo professor Stevan, paizão mesmo. Desculpa aí se borrei seu jaleco com rímel, mas o carinho por você é tão grande que eu não consigo segurar. E pensar que um dia eu disse: não quero gostar desse professor porque odeio matemática. E hoje, mesmo que distante, é um dos meus melhores amigos, pessoa a qual eu sinto a torcida pelo meu sucesso de longe.
Vi minha querida Joyce… oooo saudade de te ver todos os dias… mesmo que fosse pra levar bronca…
Esse post foi só pra expressar meu sentimento de alegria em saber que posso chegar no colégio e ter o carinho de todos os que eu vi hoje: Mara, Verinha, Fujika, Mônica, Stevan, Jô, Sandra… gosto muito de vocês pra sempre!


O Complexo da Sardinha

Maio 20, 2009
Cena comum no Metrô de São Paulo

Cena comum no Metrô de São Paulo. Foto: O Globo

Eu não sei você mas quando andava de metrô eu me sentia uma sardinha. Quando comecei a fazer cursinho eu e minhas amigas bolávamos técnicas para não cair no metrô (nas raras ocasiões dele estar vazio), para não perder a estação porque simplesmente você não consegue se MOVIMENTAR dentro do trem. Você já passou por isso? Se não, você não é paulista de verdade. Segundo o jornal Hoje, mais de 3 milhões de paulistas passam por essa experiência todos os dias. Não é lá uma coisa tão legal de se experimentar, ainda mais em ocasiões que o Papa decide aparecer na Catedral da Sé. Aí dá-lhe esperar três trens pra conseguir se enfiar em um lotado. Várias experiências sensoriais podem ser vividas dentro de metrô:

1.Tato – Você pode não saber quem, mas com certeza tropeçou no pé de alguém ou foi tocada (pra não dizer pior). Fora o calor, já que o dia pode estar frio ou quente, mas dentro do trem a sensação é de que alguém ligou o aquecedor.

2. Olfato – Você sente cheiros no final do dia que desejaria não ter levantado da cama.

3. Visão – Se você é daqueles que não consegue dormir no meio da zona, vê um monte de gente babando nos bancos.

4. Audição – Vários podres, fofocas, comentários sobre o gatinho (horroroso) encostado na barra podem ser escutados.

5. Paladar – Bem… se você está com fome pode comer uma barrinha de ceral. Isso se você for sangue frio o suficiente pra não oferecer pra criança que ficou olhando você abrir a barrinha…

As organizações internacionais do transporte afirmam que o limite recomendável para os trens seja de seis passageiros por metro quadrado. Em São Paulo, esse número ultrapassa para nove pessoas. Por isso o complexo da sardinha. Além disso, são muitas pessoas para poucos trens. Os intervalos entre os embarques são de 1 minuto e 40 segundos, segundo o gerente de operações do Metrô. Ele garante também que até Dezembro de 2010 eles atingirão a meta de um intervalo de 1 minuto e 25 segundos, com a ampliação de trens em circulação.

O Metrô é ótimo, na minha opinião. Mas penso que ele deveria ter mais destinos… Pra chegar no meu trabalho, por exemplo, eu teria que pegar um metrô e um ônibus, mais uma caminhada mínima. Aqui onde trabalho não existe nem cheiro de metrô. Claro que Metrô não é táxi, mas ele deveria ser mais integrado e com mais destinos pra que nós não pagássemos tanto com passagens e nem andássemos tanto pra chegar em algum lugar. Tenho uma pontinha de esperança de que um dia vou poder deixar meu carro em casa pra vir trabalhar e ter o mínimo de conforto possível. Metrô, ícone de São Paulo, não me abandone agora!

Fonte:  Metrô Superlotado – G1

P.S.: Post especialmente pra um carioquinha que vive reclamando de tudo e todos em São Paulo, mas optou por morar aqui quando podia morar no Rio com aquela piada de metrô de superfície e achou o amor da vida dele aqui. Beijos!


O que começou como brincadeira…

Maio 19, 2009
Choro de Maisa pode prejudicar família da menina e o SBT

Choro de Maisa pode prejudicar família da menina e o SBT

…Pode terminar em choro. A menina Maisa, apresentadora de um quadro do “Programa Silvio Santos” parecia ser engraçada no início. Maisa pinta o sete no domingo a tarde, falando bobagens, gritando, arrancando a peruca do big boss e agora começou a chorar. Há uns dois domingos, a pequena notável abriu o bocão de medo de um menino caracterizado de monstro. Da última vez, Silvio Santos deu uma bronca em público na menina. Constrangida, saiu chorando do palco e enfiou o cabeção na câmera. A situação piorou.

Inicialmente, quando vi o vídeo, fui surpreendida pela falta de uma réplica ao apresentador. Eu pelo menos via a Maisa como respondona, logo, quando Silvio Santos começou a dar uma dura na menina e chama-la de chorona eu pensei: “Ela vai acabar com ele!” mas não… Ela tentou segurar o choro, mas não conseguiu. Esqueci que ela é uma criança. Hiperativa. Mas é uma criança.

O fato é que agora deu problema pro dono do SBT. Carlos Nicodemos, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA) achou um absurdo, em entrevista ao TV TERRA. Para o membro do CEDCA em São Paulo, João Carlos Guilhermino França, as imagens divulgadas são o suficiente para o Ministério Público identificar uma falta de respeito aos direitos da criança. Além disso, Nicodemos disse que um juiz poderá analisar se Maisa terá família substituída.

A minha singela opinião…

Existe um contrato assinado pelos pais da Maisa. Se existe alguma situação constrangedora a qual a menina está passando isso se deve aos pais que assinaram o contrato. Segundo, enquanto a Maisa estava botando pra quebrar com o Silvio Santos estava tudo engraçado. O que se ouvia era: “Que menina encapetada” ou “Que bonitinho ela fazendo mal criação” (é sério, tem gente que acha lindo). Agora que o Silvio deixou a garota sem resposta todo mundo diz que é contra o estatuto da criança e do adolescente. Não estou defendendo o cara. Não acho certo que a menina fique chorando de medo e seja alvo de um tipo de bullying em rede nacional. Sou totalmente a favor de um limite pra situação de trabalho dela. Mas acho que existe um certo exagero no fato. Que tal o CEDCA voltar sua atenção e preocupação com algo realmente importante como as crianças de todo o Brasil que não aparecem na TV e sofrem abuso sexual? Eu hein…

ps: veja o vídeo aqui!


Vem na minha que eu te dou carona!

Maio 15, 2009
Foto: Blog de Victor Hugo Bernstein

Foto: Blog de Victor Hugo Bernstein

O trânsito de São Paulo vai parar. Fato. Mas não é mais em cinco, agora são quatro anos pro apocalipse das ruas. A fundação Dom Cabral realizou uma pesquisa que afirmou que a cada minuto que se passa, 150 metros de congestionamento se forma. Sou motorista e enfrento trânsito todos os dias não importa o horário que eu saia do trabalho. Imagino que, se eu estou de saco cheio dessa rotina, imagina os outros milhares de motorista que vejo passando ao meu lado.

Várias razões levam ao caos do tráfego: Primeiro, o recorde de vendas de carros que sobe todos os anos. Segundo, a falta de uma engenharia de tráfego que, vamos combinar, ninguém merece quando o abre o sinal que você está parado e você começa a andar e o sinal da frente fecha, te obrigando a frear novamente. Terceiro: Os sinais VIVEM dando problemas e isso gera uma bagunça danada já que todo mundo é egoísta e todo mundo quer passar. Quarto: Frequentemente acontecem acidentes por causa da pressa. E naõ é só em alta velocidade que sem comete erros, por exemplo, o simples ato de dar a seta e mudar de faixa pode acarretar numa batida com o carro que não deixou você passar ou pior; você pode ouvir uma bela buzinada de um motoboy irritado. Isso se você nao atropelá-lo.

Existe um outro dado que não pode ser esquecido: a pesquisa também revelou que o número de carros com apenas um passageiro tem crescido demais. Acho que agora é o momento de se pensar em como nós, cidadãos que sofrem com o problema do trânsito, pensar em alternativas também. O governo deve sim investir em planos que habilitem a vazão do tráfego, mas podemos ajudar um pouquinho que seja. Dar carona para quem trabalha perto ou estuda perto de onde vamos é uma iniciativa bacana. Dividam a corrida do táxi, sei lá. Somos conscientes o bastante pra pensar em uma saída. Não é só o problema do trânsito que você pode melhorar. Seu tempo gasto parado dentro do carro pode ser usado pra realizar alguma atividade, seu gasto com gasolina, desgaste do carro reduzem, seu stress diminue e de quebra ainda ajudamos o meio ambiente com menos emissão de gases poluentes.

Fume para você!

Maio 14, 2009

Cigarro_proibidoSim, sim! Fume para você. Nada mais sensato do que o governador Serra sancionar a lei antifumo em São Paulo. A lei, que entra em vigor em agosto, proíbe o ato de fumar dentro de ambientes fechados, hospitais, bares e vários outros lugares que pessoas que nao tem esse péssimo vício são sujeitas a tolerar. Agora, só se pode fumar dentro de casa e ao ar livre. E em terreiros também…

A Associação Brasileira de Bares e restaurantes até tentou entrar na justiça contra a lei, mas a ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal arquivou o processo e a Abrasel felizmente dançou. A Associação considera que a maioria de seus clientes é fumante e a proibição reduziria a frequencia nestes lugares. Até aí 86% dos fumantes disseram que respeitarão a proibição, segundo pesquisa do Datafolha. Problema resolvido com a clientela.

A Abrasel ainda alega que a nova lei é inconstitucional porque fere os direitos de liberdade do indivíduo. Mas por que eu sou obrigada a fumar junto? Se a pessoa quer fumar, é um direito dela acabar com o pulmão dela, mas é direito meu querer preservar o meu. Isso também não fere a minha liberdade? Acho o cúmulo as pessoas que entram no metrô fumando em frente a uma placa enorme dizendo: NÃO FUME. A vontade que dá é tirar aquele negocinho da boca do sujeito e gritar loucamente: “VOCÊ NÃO TÁ VENDO A PLACA NÃO?”

E não adianta tentar dar uma de esperto. Haverá fiscalização em bares e casas noturnas, cigarros e bitucas no chão serão evidências além de um aparelhinho que identifica a quantidade de monóxido de carbono do ambiente. Quer fumar? A vontade, mas fume pra você.


Aprenda a chamar a polícia… Falando em desarmamento

Abril 2, 2009

Eu tenho o sono muito leve,
e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora,
até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.

Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas,
não fiquei muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,
espiando tranqüilamente.

Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço.

Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa.
Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar,
mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.

Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal.
Não precisa mais ter pressa.
Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12,
que tenho guardado em casa para estas situações.
O tiro fez um estrago danado no cara!

Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia,
um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.
Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

Autor: Luís Fernando Veríssimo.